Paraná tem 309 municípios sob alerta laranja de tempestade; Simepar prevê chuva forte em todas as regiões do estado

O Paraná tem 309 municípios sob alerta laranja de tempestade nesta quarta-feira (14), segundo o Bem Paraná, com base em aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O estado também está inteiro sob alerta amarelo, que cobre os 399 municípios. Os dois avisos valem até as 23h59.
O alerta laranja, classificado como "perigo", prevê chuva de até 60 milímetros por hora ou 100 milímetros no dia, ventos de até 100 km/h e granizo. O amarelo, de "perigo potencial", prevê rajadas de até 60 km/h e chuva de até 50 milímetros no dia, também com risco de granizo.
Onde o risco é maior
Segundo a Agência Brasil, o aviso laranja vale para o oeste, o noroeste, o norte e o nordeste do Paraná. As demais áreas do estado, Santa Catarina e as áreas de divisa do Rio Grande do Sul com os catarinenses estão sob aviso amarelo. O g1 acrescenta que a Região Metropolitana de Curitiba entra no aviso laranja do Inmet para seis estados do Centro-Sul.
Há diferença entre as fontes sobre a abrangência. A Agência Brasil lista áreas do oeste ao nordeste, e o g1 cita a região de Curitiba, o que sugere que a área laranja se estende por mais de uma faixa do estado. Outro veículo noticiou que o alerta laranja cobriria os 399 municípios e que a chuva poderia passar de 150 milímetros até domingo. O número de 309 cidades, divulgado pelo Bem Paraná, é o que está detalhado nas fontes consultadas.
Previsão do Simepar
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) prevê chuva de intensidade moderada a forte em diversos momentos do dia em todas as regiões do estado. A causa é o avanço de uma massa de ar mais fria e seca em direção ao Sul, que mantém a instabilidade entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Os eventos mais severos se concentram na metade norte e leste, de acordo com o Simepar.
A Veja informa que o Paraná concentra os maiores volumes de chuva do país nesta quarta, com acumulados que podem chegar pontualmente a 80 milímetros, sobretudo no centro-norte e na região de Curitiba. Há risco de temporais, alagamentos, enxurradas e inundações. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, também há áreas de chuva forte e possibilidade de granizo.
Período de instabilidade
A Climatempo explica que o período de chuvas volumosas inclui a tarde e a noite de terça-feira (13) e se estende até a noite de quinta-feira (15). A maior preocupação é com os acumulados sobre o Paraná durante a quarta-feira. Até a noite de quinta, temporais isolados poderão ocorrer no extremo norte e nordeste do Rio Grande do Sul, inclusive na região serrana.
As temperaturas ficam amenas no Sul. A mínima é de 15 °C em Porto Alegre, e a máxima, de 23 °C em Florianópolis. A frente fria que atua no país explica a queda térmica e a mudança de regime após um período de calor em outras regiões.
Precedentes recentes
O quadro lembra os dias anteriores. Na terça-feira (13), o Inmet emitiu alerta laranja de tempestade para a Região Sul, com chuva de até 100 milímetros por dia e ventos de até 100 km/h . Em Foz do Iguaçu, a passarela das Cataratas do Iguaçu foi interditada em 11 de outubro por causa da vazão do Rio Iguaçu. Na segunda-feira (12), o rio chegou a 11,8 milhões de litros por segundo, o maior volume de 2026 e quase oito vezes a média histórica . As fontes consultadas não trazem atualização da vazão e da situação da passarela nesta quarta-feira.
Orientações
O Inmet orienta a população a não se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, a não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, a desligar aparelhos elétricos . A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193 . Em áreas de risco de enxurrada, a recomendação geral é evitar travessia de ruas alagadas e a circulação em margens de rios e córregos.
O que ainda não se sabe
Até a publicação, não havia balanço oficial de ocorrências no Paraná, em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul. Os avisos indicam possibilidade e não garantem que cada município será atingido. O volume efetivo de chuva depende do deslocamento das nuvens, e podem ocorrer alterações nos avisos conforme a evolução do tempo.
Quem vive em áreas sob alerta pode acompanhar os boletins do Inmet, do Simepar e das defesas civis estaduais. Em Curitiba, no interior paranaense e no litoral catarinense, o monitoramento deve continuar até o fim da instabilidade, prevista para a quinta-feira.
